Como escolho a stack técnica para os meus produtos
Toda vez que começo um produto novo — o Muxima Market, o Oaken:Build, o Oaken Studio — a primeira pergunta não é "qual é a stack mais moderna", é "o que consigo manter sozinho, rápido, sem depender de ninguém". É esse critério que decide tudo o resto.
1. React + TypeScript no frontend, sempre
Não é paixão por React. É que o ecossistema é enorme, a documentação é boa e, mais importante: quando algo quebra às 2 da manhã, é fácil encontrar a resposta. TypeScript entra porque erros de tipo apanhados em tempo de escrita são erros que não acordam ninguém em produção.
2. Node + Express + Prisma no backend
Prisma resolve um problema real: escrever SQL à mão em cada mudança de schema é lento e propenso a erro. Com Prisma, uma migração é um comando, não uma tarde perdida. Express continua simples o suficiente para eu ler o próprio código seis meses depois e ainda entender.
3. PostgreSQL via Supabase
Postgres porque é relacional, robusto e todo mundo entende. Supabase porque tira a dor de gerir backups e infraestrutura de base de dados — deixa-me focar no produto, não no servidor de base de dados.
4. VPS própria, não só serverless
Para os produtos que já têm tráfego real e clientes pagantes (como o Muxima Market), prefiro uma VPS com Nginx e PM2 — controlo total, custo previsível, e nenhuma surpresa de fatura no fim do mês. Para protótipos e sites de marketing, GitHub Pages ou Render resolvem mais rápido.
A melhor stack não é a mais avançada — é a que te deixa dormir descansado quando alguma coisa dá errado.
O critério final
Antes de adicionar qualquer ferramenta nova ao stack, pergunto: isto resolve um problema que já tenho, ou é só novidade? Se for só novidade, fica de fora. Produto a sério não precisa de hype técnico — precisa de funcionar todos os dias.
